Depois de tanto tempo e passada toda a correria do final de curso estou de volta, com várias mudanças.
Como a maioria já sabe mudei de cidade, de status de relacionamento e de estudante para jornalista, todas essas mudanças me inspirarão a escrever sobre está etapa e a nova realidade que vivo.
Presidente Prudente, como toda cidade do interior, é diferente de São Paulo. No começo achei muito calma e tranquila, mas como a maior cidade da região têm as suas correrias, principalmente no centro.
Quando mudei para cá tinha uma ideia diferente da politica e vida daqui. A cidade é limpa, tem uma politica de educação e cultura interessantes, mas o cuidado com os pobres não existe.
Nesta cidade a maior parte da população é rica, então as politicas infelizmente são voltadas para esse tipo de pessoa.
Gosto do lugar, das coisas que tenho para fazer aqui, mas a injustiça não me agrada.
Bom, vou andar um pouco mais, ler os jornais daqui e passar mais informações para vocês!!!
Obrigada.
"Seu eu pudesse voltar no tempo cometeria os mesmos erros, só que mais cedo."
Pequeno Principe!!!
Postado por
Natália Oliveira
às
22:33
sexta-feira, 15 de abril de 2011
"Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas!"
Por isso ame sem medidas, viva intensamente o hoje para que o amanhã, se vier, seja uma dadiva do presente!!!
Por isso ame sem medidas, viva intensamente o hoje para que o amanhã, se vier, seja uma dadiva do presente!!!
Hino da Sociedade Esportiva Palmeiras
Postado por
Natália Oliveira
às
20:33
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda,
Sabe bem o que vem pela frente.
Que a dureza do prélio não tarda!
E o Palmeiras no ardor da partida,
Transformando a lealdade em padrão.
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que, de fato, é campeão!
Defesa que ninguém passa.
Linha atacante de raça.
Torcida que canta e vibra!!!
Defesa que ninguém passa.
Linha atacante de raça.
Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro,
Que sabe ser brasileiro,
Ostentando a sua fibra!
Palmeiras... Palmeiras... Palmeiras...
EU CANTO EU SOU PALMEIRAS ATÉ MORRER!!!
Natália Oliveira
No gramado em que a luta o aguarda,
Sabe bem o que vem pela frente.
Que a dureza do prélio não tarda!
E o Palmeiras no ardor da partida,
Transformando a lealdade em padrão.
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que, de fato, é campeão!
Defesa que ninguém passa.
Linha atacante de raça.
Torcida que canta e vibra!!!
Defesa que ninguém passa.
Linha atacante de raça.
Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro,
Que sabe ser brasileiro,
Ostentando a sua fibra!
Palmeiras... Palmeiras... Palmeiras...
EU CANTO EU SOU PALMEIRAS ATÉ MORRER!!!
Natália Oliveira
Andando por ai!!!
Postado por
Natália Oliveira
às
12:57
domingo, 10 de outubro de 2010
Ontem peguei o trem sentido Calmon Viana
Pra quem pega todo dia sabe as condições que andam a maioria dos trens.
Meu destino estação Jardim Helena
Pra ser mais exata Vila Curuça
Para mais uma atividade do Tenda Literaria 2010.
Me surpreendi com algo que vi no caminho
Varias pessoas já tinham me falado ou eu já tinha lido em algum meio de comunicação serio
Mas eu nunca tinha visto
No trecho entre a estação Tatuapé e a Estação Engenheiro Goulart
Vi uma comunidade sendo demolida
Isso na verdade é normal, existem varias areas de risco que acontece isso.
O que me deixou revoltada é que a prefeitura estava demolindo uma casa
E na casa do lado apareceu na janela uma criança com cara de assustada
Como pode a prefeitura demolir as casas sem tirar todos da vizinhança?
Isso me deu força para seguir ate meu destino.
Sabe porque?
Porque luto por uma sociedade justa
Uma sociedade para todos e não para quem tem mais...
Não quero saber de luxo e sim de tirar o lixo desse país...
Não quero conforto sabendo que em algum lugar um irmão está precisando de comida...
Quantas pessoas veem essa realidade todos os dias e não falam?
Quantas pessoas pegam trem lotado e em pessimas condições e continua aceitando a 16 anos?
Quantas pessoas reclamam de tudo, mas se negam a sair na rua e lutar contra isso?
Não entendo tudo isso...
No Tenda Literaria vejo quantas pessoas querem fazer diferença...
Quantos grupos querem mudar a realidade e não ser mais um rostindo bonito na TV.
Nessa TV mentirosa, sem escrupulos que sempre fica do lado de quem oferece mais...
O jornalista tem que ser IMPARCIAL, mas fazer com que a sociedade saiba a verdade, pois o leitor, telespectador e ouvinte não são condumidores e sim cidadões e merecem respeito e a verdade sempre.
Natália Oliveira
Pra quem pega todo dia sabe as condições que andam a maioria dos trens.
Meu destino estação Jardim Helena
Pra ser mais exata Vila Curuça
Para mais uma atividade do Tenda Literaria 2010.
Me surpreendi com algo que vi no caminho
Varias pessoas já tinham me falado ou eu já tinha lido em algum meio de comunicação serio
Mas eu nunca tinha visto
No trecho entre a estação Tatuapé e a Estação Engenheiro Goulart
Vi uma comunidade sendo demolida
Isso na verdade é normal, existem varias areas de risco que acontece isso.
O que me deixou revoltada é que a prefeitura estava demolindo uma casa
E na casa do lado apareceu na janela uma criança com cara de assustada
Como pode a prefeitura demolir as casas sem tirar todos da vizinhança?
Isso me deu força para seguir ate meu destino.
Sabe porque?
Porque luto por uma sociedade justa
Uma sociedade para todos e não para quem tem mais...
Não quero saber de luxo e sim de tirar o lixo desse país...
Não quero conforto sabendo que em algum lugar um irmão está precisando de comida...
Quantas pessoas veem essa realidade todos os dias e não falam?
Quantas pessoas pegam trem lotado e em pessimas condições e continua aceitando a 16 anos?
Quantas pessoas reclamam de tudo, mas se negam a sair na rua e lutar contra isso?
Não entendo tudo isso...
No Tenda Literaria vejo quantas pessoas querem fazer diferença...
Quantos grupos querem mudar a realidade e não ser mais um rostindo bonito na TV.
Nessa TV mentirosa, sem escrupulos que sempre fica do lado de quem oferece mais...
O jornalista tem que ser IMPARCIAL, mas fazer com que a sociedade saiba a verdade, pois o leitor, telespectador e ouvinte não são condumidores e sim cidadões e merecem respeito e a verdade sempre.
Natália Oliveira
Cultura, batuque e superação completaram o 1º evento do projeto Tenda Literária 2010
Postado por
Natália Oliveira
às
20:27
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
No último dia 28/08 aconteceu o primeiro evento do projeto Tenda Literária II na Praça Francisco Monteiro Santana bairro Vila Cisper, onde também ocorreu à primeira fase do projeto, Tenda na escola com o “Sarau no Intervalo”. Em meio à feira de sábado começamos a montar as tendas com toda aquela agitação popular. Muitos transeuntes paravam para observar o trabalho e acabavam ficando para as oficinas.
Começamos com a oficina de gravura com as estudantes de Artes Visuais da baixada Santista Amanda e Camila. Iniciaram a oficina contando a história da gravura e como acabaram virando arte popular nos textos de cordelistas e vários outros artistas.
Mostrando alguns exemplos de matrizes elas iniciaram os trabalhos fazendo com que cada um dos presentes fizesse um rascunho para colocar no isopor e fazer sua própria matriz. Depois de prontas as gravuras ficaram expostas em um grande varal no meio da tenda.
Para dar continuidade a nossa tenda contamos com a presença da jornalista e escritora de literatura periférica Elizandra Souza colocando na roda o tema “A mulher na literatura periférica” mostrando aos participantes a evolução da participação da mulher neste meio. Ela mostrou o trabalho de algumas escritoras como Dinha, Maria Tereza entre outras que colocam a visão da mulher neste trabalho de literatura periférica.
A Elizandra ressaltou em vários momentos a importância da mulher e de todos que vivem a realidade da periferia para a continuação deste trabalho que faz a diferença na cultura popular do país.
Logo após as oficinas seguimos em cortejo pelas ruas do bairro ao som dos tambores do grupo de Maracatu de Mogi das Cruzes, “Suburbaques” levando alegria e muita energia a todos que passavam. Tivemos algumas paradas durante o trajeto para que o Núcleo Cênico Teatro do Coração apresentasse cenas do cotidiano como prostituição, drogas, violência e tantos outros que afligem a sociedade atual. O cortejo continua até a Escola Estadual Jornalista Francisco Mesquita onde encontramos o pessoal do “Sarau Os Mesquiteiros”, projeto que mostra ás crianças e jovens o prazer pela leitura e literatura.
Entramos na escola ao som do batuque dos tambores emocionando os presentes com a arte, alegria e gostinho de trabalho realizado. Quem estava presente caiu na dança, tomados pela alegria dos tambores.
Assim começou a participação da Tenda Literária no sarau. O cordelista Franz Lopes de Suzano começou suas rimas irreverentes. Depois foi a vez da apresentação de dança do grupo Raios de Sol da escola Mesquita homenageando o centenário de Adoniran Barbosa.
Em meio a todos essas oficinas e apresentações o escritor Sacolinha lançava seus dois novos livros: Estação Terminal e Peripécias de minha infância.
Poesia foi o que não faltou para finalizar a noite.
Assim foi mais um dia de Tenda Literária.
Natália Oliveira
Texto para o blog do projeto Tenda Literária.
Começamos com a oficina de gravura com as estudantes de Artes Visuais da baixada Santista Amanda e Camila. Iniciaram a oficina contando a história da gravura e como acabaram virando arte popular nos textos de cordelistas e vários outros artistas.
Mostrando alguns exemplos de matrizes elas iniciaram os trabalhos fazendo com que cada um dos presentes fizesse um rascunho para colocar no isopor e fazer sua própria matriz. Depois de prontas as gravuras ficaram expostas em um grande varal no meio da tenda.
Para dar continuidade a nossa tenda contamos com a presença da jornalista e escritora de literatura periférica Elizandra Souza colocando na roda o tema “A mulher na literatura periférica” mostrando aos participantes a evolução da participação da mulher neste meio. Ela mostrou o trabalho de algumas escritoras como Dinha, Maria Tereza entre outras que colocam a visão da mulher neste trabalho de literatura periférica.
A Elizandra ressaltou em vários momentos a importância da mulher e de todos que vivem a realidade da periferia para a continuação deste trabalho que faz a diferença na cultura popular do país.
Logo após as oficinas seguimos em cortejo pelas ruas do bairro ao som dos tambores do grupo de Maracatu de Mogi das Cruzes, “Suburbaques” levando alegria e muita energia a todos que passavam. Tivemos algumas paradas durante o trajeto para que o Núcleo Cênico Teatro do Coração apresentasse cenas do cotidiano como prostituição, drogas, violência e tantos outros que afligem a sociedade atual. O cortejo continua até a Escola Estadual Jornalista Francisco Mesquita onde encontramos o pessoal do “Sarau Os Mesquiteiros”, projeto que mostra ás crianças e jovens o prazer pela leitura e literatura.
Entramos na escola ao som do batuque dos tambores emocionando os presentes com a arte, alegria e gostinho de trabalho realizado. Quem estava presente caiu na dança, tomados pela alegria dos tambores.
Assim começou a participação da Tenda Literária no sarau. O cordelista Franz Lopes de Suzano começou suas rimas irreverentes. Depois foi a vez da apresentação de dança do grupo Raios de Sol da escola Mesquita homenageando o centenário de Adoniran Barbosa.
Em meio a todos essas oficinas e apresentações o escritor Sacolinha lançava seus dois novos livros: Estação Terminal e Peripécias de minha infância.
Poesia foi o que não faltou para finalizar a noite.
Assim foi mais um dia de Tenda Literária.
Natália Oliveira
Texto para o blog do projeto Tenda Literária.
Saudades...
Postado por
Natália Oliveira
às
21:16
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Olha hora...
Tá tarde, vai dormir...
Mas quem disse que ela consegue
Pensa em tudo, na facul, no trabalho na familia.
Há familia,
Que hoje é tudo pra ela, mas que não está completa.
Menina que sente falta do carinho e do pai
Pai super heroi, que foi embora cedo demais
Tão cedo que ela não consegui esconder as lágrimas quando fala o nome dele.
Pai amigo, herói, conselheiro, engraçado, experiente...
Parece que foi ontem que ela disse...
"Boa viagem papai, volta logo, te amo..."
E está foi a ultima vez que ela o viu com vida...
Ele de camiseta branca e calça jeans, aquele jeito simples para ir trabalhar.
Ela acordando só para se despedir...
Se ela soubesse de tudo que ia acontecer não o deixaria ir...
Teria ficado abraçada com ele pra sempre...
E ele foi... Com a vida corrida ela nem pode ir até o aeroporto.
Tinha que ir trabalhar para pagar a faculdade, pois o pai se orgulhava disso.
O pai chega ao seu destino, não estava muito bem, mas achava que era pela mudança de clima ou pela primeira viagem de avião.
Mal eles sabiam...
Ela fala no celular com o pai, chora muito e diz que está com medo, mas o pai como homem forte que sempre foi diz que está bem e que logo logo volta pra casa...
Doce ilusão...
A menina mulher sentia no fundo do peito que isso não ia acontecer, mas com a esperança que o pai lhe dava ela acredita, tinha que acreditar.
Dois dias se passaram o pai está com febre, longe de casa, acham que é dengue, mas não era.
Ele continua teimando que é só um mal estar que vai passar, doce engano.
No dia seguinte acorda pior, mas não quer demostrar aos outros, o pai diz a irmã dele que está viagem era sem volta, nisso ele tinha razão...
Três dias se passaram o irmão o leva para o hospital, chagando lá sua pressão vai a 4, mas como para um homem hipertenso?
Plaquetas baixas, anemia, varizes, tudo isso já sabiamos, o que não sabiamos era o quanto isso era grave.
É internado na UTI, ela fica sem chão, não sabe o que fazer, o pai está longe, como vou fazer, ela tem que trabalhar, estudar cuidar da casa para mãe cuidar do pai que ela tanto ama.
Dia 19 de maio de 2009, o pai fala com ela, mas não parece o mesmo.
Dia 20 de maio de 2009, o pai é internado com suspeita de dengue hemorragica.
Dia 21 de maio de 2009, o pai tem delirios de infância...É transferido o hospital de uma cidade próxima que tem estrutura para o caso.
Dia 22 de maio de 2009, a mãe embarca para cuidar do pai.
Dia 23 de maio de 2009, o pai entra em coma, os médicos não tem esperança, dizem que só Deus pode ajudar.
Dia 24 de maio de 2009, ela está desesperada, mas continua em seus trabalhos sociais, felizmente a mãe liga e diz que o pai saiu do coma e que falou com ele.
Dia 25 de maio de 2009, o pai comemora seus 56 anos no hospital, chora e diz que queria estar em casa, diz que está bem e que não sabe porque ainda está no hospital.
Dia 26 de maio de 2009, seu quadro é estável e faz hemodiálise.
Dia 27 de maio de 2009, o pai continua bem, mas insiste em tirar os aparelhos do corpo, diz para o irmão dele que a única coisa que sente falta é das filhas.
Dia 28 de maio de 2009, o pai entra em coma novamente, mas a mãe não perdi as esperanças e passa isso para as filhas.
Dia 29 de maio de 2009, ela não sabe o que fazer, chora muito no trabalho, não tem vontade de trabalhar.
Dia 30 de maio de 2009, ela fica o dia todo em casa a irmã sai e ela não tem vontade, mas acaba aceitando o convite do amigo para ir na festa de sua filha. Ela ri se diverti a noite, mas ainda sente seu coração muito apertado. Manda uma mensagem para mãe as 22:30 e diz que ama os dois e que acredita muito em Deus e que logo logo os quatro estariam juntos.
Madrugada do dia 30 para o dia 31 de maio de 2009, ela não lembra o que fez entre as 3:30 as 07:30, ela acha que dormiu ou que Deus fez com que ela não sentisse a dor.
Dia 31 de maio de 2009 as 04:30 o pai vem a falecer. No obito vem escrito: motivo da morte: Choque septico. O que é isso? Uma bacteria que dá no sangue que baixa a pressão sanguinia até parar o coração. No mesmo dia 07:30 ela recebe a ligação da vizinha e já sabia o que ela ia dizer.
Ela está desesperada, não sabe o que fazer, quer se matar, quebrar tudo, duvida de Deus, fica com raiva dele...
Vai para casa desolada, duas amigas levam até o ponto, elas querem leva-la até em casa, mas ela diz que não precisa, na verdade o que ela queria era se jogar de baixo de um onibus.
Passa mal dentro do onibus, a prima e o cunhado vão busca-la, ela chora muito.
Chega em casa e não tem coragem de entrar, mas tem que entrar, tem que ver a irmã.
A casa está cheia de familiares, ela abraça a irmã desesperada dizendo que não é justo que queria que isso só fosse um sonho ruim, elas ficam abraças, todos choram na casa, todos que estão ali amavam o homem que ela chamava de heroi.
Ela toma banho, mas não consegue parar de chorar, arruma as malas para viajar, afinal seu pai estava na cidade onde nasceu, para visitar o avô que estava muito doente.
Liga para a mãe, ela tenta não chorar, mas a mãe começa a pedir desculpas como se a culpa fosse dela...
ela e a irmã viajam, ela tenta dormir no voo, mas não consegue, pois a irmã está com medo pela primeira vez que viaja de avião, e agora é seu dever proteje-la.
Chegam ao aeroporto de Juazeiro do Norte as 02:30 do dia 01 de junho de 2009, o corpo do pai está sendo velado na cidade onde ele nasceu, seu primo espera e as levam de carro, aproximadamente duas horas de meia de viagem.
Ela chega e já ve o caixão, bate um desespero, ela ainda achava que poderia ser um sonho, abraça a mãe e o tio que acompanhou tudo.
Chega perto do caixão, mal pode acreditar, é o seu heroi que está ali deitado, o homem forte que lutou a vida inteira para criar as duas filhas, estava ali, deitado, gelado...
Ela não pode acreditar, ela não queria.
O tio pergunta se querem que abra o caixão elas dizem que sim , pois queriam fazer o gesto que mais lebrava o pai, o beijo na testa em todos os momentos.
Ela disse para o corpo do pai varias vezes que o amava, mas sentia que deveria ter falado muito mais quando ele estava ali ao seu lado.
O pai foi enterrado, ela fez um discurso, mas acha que isso é pouco.
Passou um ano, mas ela ainda senti ele presente em todos os momentos seja na alegria ou na tristeza.
Ela tem medo de perder de novo, de sentir a mesma dor e de perder mais um pedaço do coração.
Ela não se entrega, mas chora e chora muito quando se lembra do grande pai que tem, pois ele ainda está vivo em seu coração.
Pai heroi...
Mãe forte batalhadora...
Irmã que mesmo com brigas é a companheira...
Ela os ama muito e quer proteger a todo custo, quer perto, quer amar...
Coração de pedra? É o que ela senti, pois não quer se entregar a nada para não sofrer...
Papai o senhor é meu heroi...
Mamãe, hoje a senhora é o que me faz continuar viva, o amor que sinto por você é o que me move.
Irmã, você é imensamente importante pra mim...
Amigos, valorizem suas familias, ame-os como se não houvesse amanhã.
Amo todos vocês, mas principalmente a minha familia.
Um ano de saudades.
Natália Oliveira
Tá tarde, vai dormir...
Mas quem disse que ela consegue
Pensa em tudo, na facul, no trabalho na familia.
Há familia,
Que hoje é tudo pra ela, mas que não está completa.
Menina que sente falta do carinho e do pai
Pai super heroi, que foi embora cedo demais
Tão cedo que ela não consegui esconder as lágrimas quando fala o nome dele.
Pai amigo, herói, conselheiro, engraçado, experiente...
Parece que foi ontem que ela disse...
"Boa viagem papai, volta logo, te amo..."
E está foi a ultima vez que ela o viu com vida...
Ele de camiseta branca e calça jeans, aquele jeito simples para ir trabalhar.
Ela acordando só para se despedir...
Se ela soubesse de tudo que ia acontecer não o deixaria ir...
Teria ficado abraçada com ele pra sempre...
E ele foi... Com a vida corrida ela nem pode ir até o aeroporto.
Tinha que ir trabalhar para pagar a faculdade, pois o pai se orgulhava disso.
O pai chega ao seu destino, não estava muito bem, mas achava que era pela mudança de clima ou pela primeira viagem de avião.
Mal eles sabiam...
Ela fala no celular com o pai, chora muito e diz que está com medo, mas o pai como homem forte que sempre foi diz que está bem e que logo logo volta pra casa...
Doce ilusão...
A menina mulher sentia no fundo do peito que isso não ia acontecer, mas com a esperança que o pai lhe dava ela acredita, tinha que acreditar.
Dois dias se passaram o pai está com febre, longe de casa, acham que é dengue, mas não era.
Ele continua teimando que é só um mal estar que vai passar, doce engano.
No dia seguinte acorda pior, mas não quer demostrar aos outros, o pai diz a irmã dele que está viagem era sem volta, nisso ele tinha razão...
Três dias se passaram o irmão o leva para o hospital, chagando lá sua pressão vai a 4, mas como para um homem hipertenso?
Plaquetas baixas, anemia, varizes, tudo isso já sabiamos, o que não sabiamos era o quanto isso era grave.
É internado na UTI, ela fica sem chão, não sabe o que fazer, o pai está longe, como vou fazer, ela tem que trabalhar, estudar cuidar da casa para mãe cuidar do pai que ela tanto ama.
Dia 19 de maio de 2009, o pai fala com ela, mas não parece o mesmo.
Dia 20 de maio de 2009, o pai é internado com suspeita de dengue hemorragica.
Dia 21 de maio de 2009, o pai tem delirios de infância...É transferido o hospital de uma cidade próxima que tem estrutura para o caso.
Dia 22 de maio de 2009, a mãe embarca para cuidar do pai.
Dia 23 de maio de 2009, o pai entra em coma, os médicos não tem esperança, dizem que só Deus pode ajudar.
Dia 24 de maio de 2009, ela está desesperada, mas continua em seus trabalhos sociais, felizmente a mãe liga e diz que o pai saiu do coma e que falou com ele.
Dia 25 de maio de 2009, o pai comemora seus 56 anos no hospital, chora e diz que queria estar em casa, diz que está bem e que não sabe porque ainda está no hospital.
Dia 26 de maio de 2009, seu quadro é estável e faz hemodiálise.
Dia 27 de maio de 2009, o pai continua bem, mas insiste em tirar os aparelhos do corpo, diz para o irmão dele que a única coisa que sente falta é das filhas.
Dia 28 de maio de 2009, o pai entra em coma novamente, mas a mãe não perdi as esperanças e passa isso para as filhas.
Dia 29 de maio de 2009, ela não sabe o que fazer, chora muito no trabalho, não tem vontade de trabalhar.
Dia 30 de maio de 2009, ela fica o dia todo em casa a irmã sai e ela não tem vontade, mas acaba aceitando o convite do amigo para ir na festa de sua filha. Ela ri se diverti a noite, mas ainda sente seu coração muito apertado. Manda uma mensagem para mãe as 22:30 e diz que ama os dois e que acredita muito em Deus e que logo logo os quatro estariam juntos.
Madrugada do dia 30 para o dia 31 de maio de 2009, ela não lembra o que fez entre as 3:30 as 07:30, ela acha que dormiu ou que Deus fez com que ela não sentisse a dor.
Dia 31 de maio de 2009 as 04:30 o pai vem a falecer. No obito vem escrito: motivo da morte: Choque septico. O que é isso? Uma bacteria que dá no sangue que baixa a pressão sanguinia até parar o coração. No mesmo dia 07:30 ela recebe a ligação da vizinha e já sabia o que ela ia dizer.
Ela está desesperada, não sabe o que fazer, quer se matar, quebrar tudo, duvida de Deus, fica com raiva dele...
Vai para casa desolada, duas amigas levam até o ponto, elas querem leva-la até em casa, mas ela diz que não precisa, na verdade o que ela queria era se jogar de baixo de um onibus.
Passa mal dentro do onibus, a prima e o cunhado vão busca-la, ela chora muito.
Chega em casa e não tem coragem de entrar, mas tem que entrar, tem que ver a irmã.
A casa está cheia de familiares, ela abraça a irmã desesperada dizendo que não é justo que queria que isso só fosse um sonho ruim, elas ficam abraças, todos choram na casa, todos que estão ali amavam o homem que ela chamava de heroi.
Ela toma banho, mas não consegue parar de chorar, arruma as malas para viajar, afinal seu pai estava na cidade onde nasceu, para visitar o avô que estava muito doente.
Liga para a mãe, ela tenta não chorar, mas a mãe começa a pedir desculpas como se a culpa fosse dela...
ela e a irmã viajam, ela tenta dormir no voo, mas não consegue, pois a irmã está com medo pela primeira vez que viaja de avião, e agora é seu dever proteje-la.
Chegam ao aeroporto de Juazeiro do Norte as 02:30 do dia 01 de junho de 2009, o corpo do pai está sendo velado na cidade onde ele nasceu, seu primo espera e as levam de carro, aproximadamente duas horas de meia de viagem.
Ela chega e já ve o caixão, bate um desespero, ela ainda achava que poderia ser um sonho, abraça a mãe e o tio que acompanhou tudo.
Chega perto do caixão, mal pode acreditar, é o seu heroi que está ali deitado, o homem forte que lutou a vida inteira para criar as duas filhas, estava ali, deitado, gelado...
Ela não pode acreditar, ela não queria.
O tio pergunta se querem que abra o caixão elas dizem que sim , pois queriam fazer o gesto que mais lebrava o pai, o beijo na testa em todos os momentos.
Ela disse para o corpo do pai varias vezes que o amava, mas sentia que deveria ter falado muito mais quando ele estava ali ao seu lado.
O pai foi enterrado, ela fez um discurso, mas acha que isso é pouco.
Passou um ano, mas ela ainda senti ele presente em todos os momentos seja na alegria ou na tristeza.
Ela tem medo de perder de novo, de sentir a mesma dor e de perder mais um pedaço do coração.
Ela não se entrega, mas chora e chora muito quando se lembra do grande pai que tem, pois ele ainda está vivo em seu coração.
Pai heroi...
Mãe forte batalhadora...
Irmã que mesmo com brigas é a companheira...
Ela os ama muito e quer proteger a todo custo, quer perto, quer amar...
Coração de pedra? É o que ela senti, pois não quer se entregar a nada para não sofrer...
Papai o senhor é meu heroi...
Mamãe, hoje a senhora é o que me faz continuar viva, o amor que sinto por você é o que me move.
Irmã, você é imensamente importante pra mim...
Amigos, valorizem suas familias, ame-os como se não houvesse amanhã.
Amo todos vocês, mas principalmente a minha familia.
Um ano de saudades.
Natália Oliveira
Pão e rosas
Postado por
Natália Oliveira
às
19:18
segunda-feira, 8 de março de 2010
Nosso canto é o espanto
Dos que nos julgaram mortas
Pão e Rosas Pão e Rosas
Eu sou confronto do pranto
A agonia que estoura
Pão e Rosas Pão e Rosas
Eu vou rimando e marchando
Chega de dor, quero glórias
Pão e Rosas Pão e Rosas
O medo aqui já foi tanto
Mas será nossa a vitória
Pão e Rosas Pão e Rosas
Já não mais peço, exijo
Hoje eu renego seus livros
Com seus heróis e princesas
Suas ditadoras belezas
Fraqueza aqui não é virtude
Seu discurso não me ilude
Suas condolezas não falam por mim e nem por nós
Sou Zeferina, Luiza Mahin, não calam nossa voz
Mulher que busca na luta emancipação
Me fez de escrava, mucama
Me fiz guerreira que inflama
Que se rebela e que chama
Não silencia, não cansa, avança
Me fez de ama de leite
Meu estupro foi seu deleite
Hoje me diz foi fraterno
Sua teoria farsante não quero
Sou reverso da submissão, não parei
Já nos tumbeiros fiz insurreição, confrontei
Incendiei seu engenho, fiz revolta dos malês
Eu te matei com veneno, levantes organizei
Cadê meus filhos jogados, largados na roda dos expostos
Cadê meu seio arrancado, cadê meus irmãos mortos
Sangue nos dedos cortados, marcados
Sem freios assim trabalho dobrado, acelerado
Suor no corpo, no rosto
Quarenta graus de sufoco
Correu a lágrima, sequei
A dor ainda não matei
Eu sou aquelas operárias que você matou
As lutadoras em greve que você incendiou
Sou as mulheres na Rússia no seu sangrento domingo
Eu sou a mãe que ergue a bandeira vendo preso o seu filho
Sou palestina em Gaza combatendo sionista
Sou mexicana em Oaxaca enfrentando a polícia
Sou Rosa Parks sentada no banco que é do branco
Que não levanta, não cede, causando tanto espanto
Sou a menina na noite explorada por turista
Sou haitiana estuprada por um prato de comida
Nas plantações de algodão eu sou o canto do blues
Voz que ecoa e levanta os escravizados no sul
Se vocês homens não vão, nós mulheres iremos
Contra os ingleses em Gana Asantewaa combatendo
Não sou lamento fracassou seu intento de me apagar
Ainda me agüento mesmo no relento eu vou desafiar
Rasgando os véus e suas regras que nossas vidas destroçam
Já não aceito seus preceitos, sou também Pão e Rosas.
Mara Onija (Coletivo Literatura Suburbana)
Dos que nos julgaram mortas
Pão e Rosas Pão e Rosas
Eu sou confronto do pranto
A agonia que estoura
Pão e Rosas Pão e Rosas
Eu vou rimando e marchando
Chega de dor, quero glórias
Pão e Rosas Pão e Rosas
O medo aqui já foi tanto
Mas será nossa a vitória
Pão e Rosas Pão e Rosas
Já não mais peço, exijo
Hoje eu renego seus livros
Com seus heróis e princesas
Suas ditadoras belezas
Fraqueza aqui não é virtude
Seu discurso não me ilude
Suas condolezas não falam por mim e nem por nós
Sou Zeferina, Luiza Mahin, não calam nossa voz
Mulher que busca na luta emancipação
Me fez de escrava, mucama
Me fiz guerreira que inflama
Que se rebela e que chama
Não silencia, não cansa, avança
Me fez de ama de leite
Meu estupro foi seu deleite
Hoje me diz foi fraterno
Sua teoria farsante não quero
Sou reverso da submissão, não parei
Já nos tumbeiros fiz insurreição, confrontei
Incendiei seu engenho, fiz revolta dos malês
Eu te matei com veneno, levantes organizei
Cadê meus filhos jogados, largados na roda dos expostos
Cadê meu seio arrancado, cadê meus irmãos mortos
Sangue nos dedos cortados, marcados
Sem freios assim trabalho dobrado, acelerado
Suor no corpo, no rosto
Quarenta graus de sufoco
Correu a lágrima, sequei
A dor ainda não matei
Eu sou aquelas operárias que você matou
As lutadoras em greve que você incendiou
Sou as mulheres na Rússia no seu sangrento domingo
Eu sou a mãe que ergue a bandeira vendo preso o seu filho
Sou palestina em Gaza combatendo sionista
Sou mexicana em Oaxaca enfrentando a polícia
Sou Rosa Parks sentada no banco que é do branco
Que não levanta, não cede, causando tanto espanto
Sou a menina na noite explorada por turista
Sou haitiana estuprada por um prato de comida
Nas plantações de algodão eu sou o canto do blues
Voz que ecoa e levanta os escravizados no sul
Se vocês homens não vão, nós mulheres iremos
Contra os ingleses em Gana Asantewaa combatendo
Não sou lamento fracassou seu intento de me apagar
Ainda me agüento mesmo no relento eu vou desafiar
Rasgando os véus e suas regras que nossas vidas destroçam
Já não aceito seus preceitos, sou também Pão e Rosas.
Mara Onija (Coletivo Literatura Suburbana)
Ser mulher...
Postado por
Natália Oliveira
às
05:36
Ser mulher é ter coração cheio de amor para dar.
É usar o seu sexto sentido para ajudar os amigos.
É saber o que quer sem nem mesmo sonhar com isso.
Mulher é um ser que chora sem motivos.
Que dizem que amam ser serem correspondidas.
O ser de luta e que busca a igualdade.
É ter a força, mas ao mesmo tempo a doçura.
É ser feliz por um simples sorriso de criança.
Ter filhos e sentir a felicidade de ver aquele pequenino crescer.
Ser mulher é ter a luta no sangue e o amor no coração.
É chorar de uma história triste ou alegre.
É acreditar que umd ia chegará lá
Sonha um sonho impossivel mas acreditar que em conjunto se tornará realidade.
É se preocupar com um mundo sem deixar a vaidade.
Mulher, mulher, mulher...
Essa palavra é mais doce do mundo.
palavra que lembra força e amor.
Mulher brasileira que mostra a sua cara e não se deixa abalar.
Mulher que luta por seus direitos todos os dias e que ainda assim é descriminada.
Mulher sem raça, que tem amor por todas elas.
Mulher que fez o mundo mais colorido e alegre.
A luta continua...
Feliz dia de luta das mulheres.
É usar o seu sexto sentido para ajudar os amigos.
É saber o que quer sem nem mesmo sonhar com isso.
Mulher é um ser que chora sem motivos.
Que dizem que amam ser serem correspondidas.
O ser de luta e que busca a igualdade.
É ter a força, mas ao mesmo tempo a doçura.
É ser feliz por um simples sorriso de criança.
Ter filhos e sentir a felicidade de ver aquele pequenino crescer.
Ser mulher é ter a luta no sangue e o amor no coração.
É chorar de uma história triste ou alegre.
É acreditar que umd ia chegará lá
Sonha um sonho impossivel mas acreditar que em conjunto se tornará realidade.
É se preocupar com um mundo sem deixar a vaidade.
Mulher, mulher, mulher...
Essa palavra é mais doce do mundo.
palavra que lembra força e amor.
Mulher brasileira que mostra a sua cara e não se deixa abalar.
Mulher que luta por seus direitos todos os dias e que ainda assim é descriminada.
Mulher sem raça, que tem amor por todas elas.
Mulher que fez o mundo mais colorido e alegre.
A luta continua...
Feliz dia de luta das mulheres.
De saco Cheio!!!!
Postado por
Natália Oliveira
às
17:39
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Derepente me senti de saco cheio.
Não sinto mais vontade de nada, parece que tudo vai desmoronar.
As pessoas me irritam, minha vida me irrita.
Estou dura, meu coração parece uma pedra,já me disseram que quando perdemos alguém deixamos os sentimentos escondidos e é asism que me sinto hoje.
Não sinto quando as pessoas me dizem que estão com problemas...
Estou frustrada por não conseguir mudar...
Mais um ano começou e o que mudou na minha vida?
A única coisa que mudou é a saudade enorme que tenho dentro do peito é a falta que o maior homem da minha vida faz...
Cara como é dificil ter que aceitar, ter que continuar e crescer...
Tenho que ter forças, mas tá dificil...
Papai, me ajude a superar, quero crescer, quero ter novas experiências, novos ares novos amores...
Sinto sua falta...
Será que vou continuar com minhas idéias?
Será que minha ideologia vai mudar?
Não quero mudar, quero ser eu mesma e continuar desenvolvendo o meu trabalho, mas preciso de expectativas, preciso de mudanças...
Tô de saco cheio de viver a mesma coisa todos os dias...
Não sinto mais vontade de nada, parece que tudo vai desmoronar.
As pessoas me irritam, minha vida me irrita.
Estou dura, meu coração parece uma pedra,já me disseram que quando perdemos alguém deixamos os sentimentos escondidos e é asism que me sinto hoje.
Não sinto quando as pessoas me dizem que estão com problemas...
Estou frustrada por não conseguir mudar...
Mais um ano começou e o que mudou na minha vida?
A única coisa que mudou é a saudade enorme que tenho dentro do peito é a falta que o maior homem da minha vida faz...
Cara como é dificil ter que aceitar, ter que continuar e crescer...
Tenho que ter forças, mas tá dificil...
Papai, me ajude a superar, quero crescer, quero ter novas experiências, novos ares novos amores...
Sinto sua falta...
Será que vou continuar com minhas idéias?
Será que minha ideologia vai mudar?
Não quero mudar, quero ser eu mesma e continuar desenvolvendo o meu trabalho, mas preciso de expectativas, preciso de mudanças...
Tô de saco cheio de viver a mesma coisa todos os dias...
Rifa - se um coração!
Postado por
Natália Oliveira
às
20:06
domingo, 29 de novembro de 2009
Rifa-se um coração.
“Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta...”
Por Clarice Lispector
“Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta...”
Por Clarice Lispector
Que país complicado!?
Postado por
Natália Oliveira
às
21:22
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Como é dificil entender esse país.
Uma hora apoiamos os EUA, outra hora tentamos negociar para que suas tropas fiquem longe do nosso pais...
E depois apoiamos um país pobre em guerra com o narcotráfico.
Onde vamos parar, ajudando os ricos a destroirem pobres como nos ou ajudaremos os pobres a ter dignidade para lutar contra os ricos?
Acho que o final dessa história já sabemos, como sempre o poder vai mandar, o dinheiro reina em nossa sociedade e a cada dia temos mais famintos, pessoas na rua, familias inteiras sem saber onde morar e só pedindo dignidade.
Não sei o que meus compatriotas faram só sei que eu sempre estarei do lado dos oprimidos mostrando a bunda para a burguesia.
Você pode achar que sou um tanto rebelde, mas sou apenas uma jovem querendo o melhor para esse mundo que esta indo de mal a pior cada vez que deixa o dinheiro falar mais alto do que o coração.
Natália Oliveira
Uma hora apoiamos os EUA, outra hora tentamos negociar para que suas tropas fiquem longe do nosso pais...
E depois apoiamos um país pobre em guerra com o narcotráfico.
Onde vamos parar, ajudando os ricos a destroirem pobres como nos ou ajudaremos os pobres a ter dignidade para lutar contra os ricos?
Acho que o final dessa história já sabemos, como sempre o poder vai mandar, o dinheiro reina em nossa sociedade e a cada dia temos mais famintos, pessoas na rua, familias inteiras sem saber onde morar e só pedindo dignidade.
Não sei o que meus compatriotas faram só sei que eu sempre estarei do lado dos oprimidos mostrando a bunda para a burguesia.
Você pode achar que sou um tanto rebelde, mas sou apenas uma jovem querendo o melhor para esse mundo que esta indo de mal a pior cada vez que deixa o dinheiro falar mais alto do que o coração.
Natália Oliveira
Gostava Tanto de Você! (Te amo eternamente Papis)
Postado por
Natália Oliveira
às
20:31
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Tim Maia
Tus pies
Postado por
Natália Oliveira
às
21:19
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Cuando no puedo mirar tu cara
miro tus pies.
Tus pies de hueso arqueado,
tus pequeños pies duros.
Yo sé que te sostienen,
y que tu dulce peso
sobre ellos se levanta.
Tu cintura y tus pechos,
la duplicada púrpura
de tus pezones,
la caja de tus ojos
que recién han volado,
tu ancha boca de fruta,
tu cabellera roja,
pequeña torre mía.
Pero no amo tus pies
sino porque anduvieron
sobre la tierra y sobre
el viento y sobre el agua,
hasta que me encontraron.
Pablo Neruda
Natália Oliveira
miro tus pies.
Tus pies de hueso arqueado,
tus pequeños pies duros.
Yo sé que te sostienen,
y que tu dulce peso
sobre ellos se levanta.
Tu cintura y tus pechos,
la duplicada púrpura
de tus pezones,
la caja de tus ojos
que recién han volado,
tu ancha boca de fruta,
tu cabellera roja,
pequeña torre mía.
Pero no amo tus pies
sino porque anduvieron
sobre la tierra y sobre
el viento y sobre el agua,
hasta que me encontraron.
Pablo Neruda
Natália Oliveira
Ser Jornalista
Postado por
Natália Oliveira
às
21:01
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ser Jornalista é...
...desagradar a gregos e troianos.
Palmeirenses e corintianos.
Cariocas e paulistas.
Nortistas e sulistas.
Católicos e evangélicos.
Árabes e judeus.
São-paulinos e santistas.
Petistas e tucanos.
Lulistas e serristas.
Tricolores e rubronegros.
Gremistas e colorados.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém.
Os do Galo e os do Cruzeiro.
Ser jornalista é ser solitário.
Ser jornalista é ser oposição, porque o resto é armazém de secos e molhados, como já ensinou o mestre Millôr Fernandes.
Que ensinou também: "Quem se curva diante dos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos".
Ser jornalista é discutir tudo, até, e, hoje em dia, principalmente, sentenças judiciais, tamanhos são os absurdos.
Ser Jornalista é não querer agradar ninguém e não se curvar ao dinheirismo.
Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo!
Profissãozinha desgraçada, hein?
Mas que só os apaixonados seguem até o fim.
(Juca Kfouri)
Natália Oliveira
...desagradar a gregos e troianos.
Palmeirenses e corintianos.
Cariocas e paulistas.
Nortistas e sulistas.
Católicos e evangélicos.
Árabes e judeus.
São-paulinos e santistas.
Petistas e tucanos.
Lulistas e serristas.
Tricolores e rubronegros.
Gremistas e colorados.
Ser jornalista é não querer agradar ninguém.
Os do Galo e os do Cruzeiro.
Ser jornalista é ser solitário.
Ser jornalista é ser oposição, porque o resto é armazém de secos e molhados, como já ensinou o mestre Millôr Fernandes.
Que ensinou também: "Quem se curva diante dos poderosos, mostra o traseiro aos oprimidos".
Ser jornalista é discutir tudo, até, e, hoje em dia, principalmente, sentenças judiciais, tamanhos são os absurdos.
Ser Jornalista é não querer agradar ninguém e não se curvar ao dinheirismo.
Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo!
Profissãozinha desgraçada, hein?
Mas que só os apaixonados seguem até o fim.
(Juca Kfouri)
Natália Oliveira
"A morte não é nada"
Postado por
Natália Oliveira
às
20:42
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Papai,
Agora sei o quanto está perto de mim, só que do outro lado do caminho...
Te amo eternamente...
A morte não é nada.
Eu somente passei para
o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
Eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram,
Falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas,
Eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
Continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
Sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
O fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
Agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe,
Apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
A vida continua, linda e bela como sempre foi."
Santo Agostinho
Quero um canto!
Postado por
Natália Oliveira
às
06:11
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Quero um canto
Para refletir
Para lembrar
Para amar.
Quero um canto
Onde possa mostrar minha face.
Onde possa amar sem limites.
Quero um canto
onde pessoas não passem fome
Onde um se preocupa com o outro.
Onde o dinheiro não seja o mais importante.
Um canto onde as pessoas possam pensar
Onde elas saibam que a vida é a maior dadiva.
Onde todos nós possamos dizer que é um lugar Feliz.
Quero um canto pra mim.
Um canto feliz.
Natália Oliveira
Para refletir
Para lembrar
Para amar.
Quero um canto
Onde possa mostrar minha face.
Onde possa amar sem limites.
Quero um canto
onde pessoas não passem fome
Onde um se preocupa com o outro.
Onde o dinheiro não seja o mais importante.
Um canto onde as pessoas possam pensar
Onde elas saibam que a vida é a maior dadiva.
Onde todos nós possamos dizer que é um lugar Feliz.
Quero um canto pra mim.
Um canto feliz.
Natália Oliveira
Amor infinito...
Postado por
Natália Oliveira
às
20:45
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Quando recebi aquele telefonema era como se tivessem arrancando um pedaço de mim.
Não entendo até agora o que aconteceu.
Porque tão cedo?
Porque agora?
Tinhamos tantos planos...
Agora que conversavamos sobre tudo...
o senhor que é o meu amelhor amigo...
Porque agora...
Tinha tantos planos pra nós dois...
Tudo aconteceu tão rapido, nem pude dizer o quanto Te amo!!!
O quanto é impotante pra mim...
É com lagrimas nos olhos que me lembro de ti...
Lembraças de alegria, falta das risadas juntos
Das viagens em familia, como eu adorava está com você...
Como você me completava...
Papai, o que será do meu futuro sem você?
Todos os meus planos, toda a minha história...
Sei que está ao meu lado, mas é doloroso pensar no futuro sem a sua presença.
Me de forças, me ajude a encarar o que vem pela frente.
Sei que está melhor me olhando dai, mais queria sentir o beijo na testa...
Ouvir tua voz dizendo "boa noite fia"...
O senhor faz muita falta aqui...
Te amo eternamente...
Pai igual a você não existe...
Você é maravilhoso e continuara sendo em meu coração...
Te amo!!!
Natália Oliveira
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